quinta-feira, 21 de junho de 2012

Os primeiros dias do bebê

A ansiedade era grande, mas foi tudo bem com o parto e agora seu tesouro já está em casa. É hora de tomar alguns cuidados e também algumas providências.
Nos primeiros dias os cuidados serão os mesmos, amamentar, dar banho, cuidar do umbigo, colocar para dormir. Peça ajuda, pois o seu descanso é muito importante, é necessário dormir para recarregar as energias e cuidar bem do bebê. Dispense algumas visitas nos primeiros dias, todos compreenderão. 


Providências: Lembre-se de fazer o registro de nascimento nos primeiros dias, lembrando de levar seus documentos e do pai e o papel que a maternidade fornece, alguns cartórios pedem ainda comprovante de endereço. Também é preciso fazer o teste do pezinho e levar no pediatra, por volta de 7 dias após o nascimento. Escolha um bom pediatra, de preferência próximo a sua casa, pois no período da licença é provável que em alguns momentos você precise se virar sozinha e se for pertinho melhor ainda. Aos 30 dias é hora de levar ao odontopediatra para as primeiras orientações sobre higiene.

Cuidados com bebê: já falei sobre o banho em outro post, mas também é importante limpar bem o coto umbilical com álcool 70 em todas as trocas de fralda, mas limpe sem medo, o bebê não sente dor, apenas o desconforto do álcool geladinho. Se tiver dúvidas pergunte para as enfermeiras na maternidade ou assista os videos do youtube. Não é necessário colocar faixas sobre o umbigo. Por volta de dez dias ou mais o umbigo cairá, mas não se preocupe se demorar um pouquinho mais.



É comum que alguns bebês tenham cólicas nos três primeiros meses, então é bom que a mãe preste atenção na própria alimentação, continuando os hábitos do período da gravidez e evitando alimentos que poderão provocar as cólicas. 

Tomando esses cuidados é possível evitar muitos problemas, além disso é importante confiar no pediatra e seguir à risca todas as recomendações. 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ansiedade e muitas lágrimas

Quanta ansiedade antecede a chegada de um bebê! São nove meses de mudanças, dúvidas, preocupações e...muitas lágrimas. É um tal de chorar sem motivo aparente a toda hora que quem convive com uma grávida precisa de um caminhão de paciência, amor e compreensão. Há momentos de imensa alegria, mas há momentos de total incompreensão do que realmente está acontecendo. Os hormônios então, estão a mil e despencarão assim que o bebê nascer, provocando outra revolução interna. 

Não dá para evitar as lágrimas e a ansiedade, mas é importante controlar um pouco, respirar fundo, pensar na alegria que é ter um filho e explicar para seu bebê que as lágrimas são de emoção, sensibilidade, alegria e que ele (a) é muito bem-vindo (a), ou se forem de tristeza, explique que já vai passar e ficará tudo bem. Lembro de ter chorado dezenas de vezes durante a gravidez, mas também lembro da preocupação em explicar tudinho para aquele pequeno ser o que estava acontecendo, antes mesmo de saber se seria menino ou menina. Falava da minha alegria com a chegada dele (a) e explicava que ele (a) já era muito amado (a). 

Além de conversar com o bebê, uma maneira de reduzir a ansiedade é ir cuidando dos preparativos, aos poucos, com calma e muito amor. Não se preocupe em organizar um mega enxoval ou um quarto de bebê dos sonhos, preocupe-se em criar um ambiente tranquilo, de muito amor. Vá preparando a casa, comunicando as pessoas importantes, converse com outras grávidas ou mães de bebês, pesquise sobre assuntos que tiver dúvida, compre revistas sobre bebês e, se gostar de escrever, faça um diário, escreva um blog ou se gostar de artesanato faça você mesma as coisinhas para seu bebê. Ocupe-se!

Outra questão importante são as preocupações no trabalho. É hora de, na medida do possível, mudar o foco. Se antes você gastava todas as suas energias no trabalho, precisa reduzir as preocupações e concentrar-se no bebê. Isso não significa ser relapsa, apenas deixe as preocupações no trabalho, ao chegar em casa concentre-se no seu bem-estar e na organização da chegada do bebê.

Você terá inúmeras coisas para planejar, preparar, comprar, exames para agendar, cuidar da alimentação, mexer-se! Isso fará o tempo passar mais depressa e as lágrimas aparecerem só em momentos de emoção e alegria. Além do mais, logo, logo você terá seu bebê nos braços e nada mais terá tanta importância ou urgência. 

domingo, 3 de junho de 2012

Amamentando


É incontestável que o leite materno é o melhor alimento para o bebê desde o nascimento, trará defesa contra doenças, deixará o bebê mais forte, inteligente e feliz, além de ajudar a desenvolver os músculos e ossos da face. No entanto, muitas mães desistem de amamentar por problemas que enfrentam nas primeiras semanas. 

Quando o bebê nasce, ainda na fase do colostro, não sabe ainda como mamar e, a mãe inexperiente só quer que seu filho se alimente bem. No entanto, se a pega não for correta o bebê fará o seio da mãe de chupeta, o que provocará fissuras e dores. Para evitar esses problemas é importante ter alguns cuidados, cuidados esses que só tive conhecimento depois de sofrer muito, inclusive com a temida mastite.
O primeiro passo para uma amamentação adequada inicia com a posição correta da mãe ao amamentar, sentada confortavelmente, apoiada com almofadas e tranquila, pois a ansiedade só atrapalha. Ao oferecer o seio para o bebê é importante observar:


Se ainda assim surgirem fissuras nos seios, é importante não desistir, mesmo que as dores incomodem. Alguns médicos receitam cremes à base de lanolina, eu usei o "massê-amamentação" e ajudou, mas há o inconveniente de limpar o seio a cada mamada, e aí dói novamente. 

Mais tarde descobri as conchas de amamentação, e essas sim foram a salvação, pois além de recolherem o excesso de leite através da pressão exercida, também mantêm o bico do seio com ventilação e longe de fungos e bactérias, ainda protegem o atrito com o sutiã, melhorando as fissuras. Há várias marcas no mercado, não necessariamente uma melhor, vai depender a que se ajusta melhor ao seio.  

                                         
Nos três primeiros  meses, o organismo produz mais leite, porque ainda está se adaptando às necessidades do bebê, com o tempo o corpo aprenderá a produzir somente o necessário. Essa produção de leite além do necessário pode provocar outro problema, a mastite, que é o empedramento do leite, provocando febre alta e dores. O bebê deve mamar até o finalzinho, pois a gordurinha do final é muito importante para ele, mas isso vai acontecendo naturalmente, aos poucos, conforme o bebê vai aprendendo a mamar. Para evitar a mastite é importante retirar o excesso de leite produzido, pode ser manualmente ou com bomba manual ou elétrica.
                                           
Para quem está se perguntando se vale a pena comprar esses itens, acredite, é bem melhor do que enfrentar as dores ou a febre altíssima de uma mastite, sem contar com os medicamentos que precisará tomar.  

Independente dos problemas que possam surgir, não desista, é importante para o desenvolvimento do seu bebê e pode, sim, ser muito prazeroso, sem dores. Os resultados você verá ao longo do crescimento do bebê e realmente fará toda a diferença! Lembre-se ainda, se não puder mesmo amamentar, converse com seu obstetra e também com o pediatra, que indicará a melhor fórmula para o bebê.